O poder do diálogo participativo nas transformações sociais

Promover diálogos participativos em tempos de crise política é um exercício fundamental, contínuo e pode ser também uma forma de atuação profissional. A escolha de se aprofundar no tema “Participação” pode parecer abstrata para muitas pessoas, mas nos dias de hoje não há uma organização, seja ela pública ou privada, que não se depare com […]

Promover diálogos participativos em tempos de crise política é um exercício fundamental, contínuo e pode ser também uma forma de atuação profissional.

A escolha de se aprofundar no tema “Participação” pode parecer abstrata para muitas pessoas, mas nos dias de hoje não há uma organização, seja ela pública ou privada, que não se depare com os desafios da participação, seja pela dificuldade de promover espaços favoráveis à escuta ativa, seja pela importância da contribuição efetiva dos atores envolvidos para tomar decisões técnicas ou realizar atividades de gestão.

Entre profissionais liberais, pesquisadores, gestores públicos, consultores internacionais e agentes comunitários, existe um leque enorme de perfis de pessoas interessadas em facilitar cada vez melhor os processos participativos de suas organizações e movimentos sociais. O diálogo participativo cada vez mais é a ferramenta de articulação capaz de promover avanços significativos nas empresas, nas OnG, nos Organismos Internacionais, nos departamentos e secretarias públicas. Mas é também a chave para cultivar relações mais justas e harmoniosas com familiares, vizinhos e amigos.  Ou seja, o aprendizado da facilitação de processos participativos nunca se restringe ao ambiente profissional, ele transborda para o cotidiano, para todas as relações humanas e contribui para uma Visão de Mundo mais solidária, capaz de mobilizar de forma mais eficiente os recursos necessários para as mudanças desejadas coletivamente.

O Curso de Moderação: Metodologias Participativas 2018 reuniu profissionais de diferentes setores da sociedade, da economia e das regiões brasileiras para uma experiência de aprendizagem vivencial em facilitação. Durante 5 dias de imersão, em Brasília, os participantes tiveram a oportunidade de descobrir suas crenças e desafios pessoais sobre facilitar diálogos em grupos, conhecer os os fundamentos filosóficos da arte de facilitar e as principais técnicas de moderação. Por meio de exercícios vivenciais, praticaram a facilitação em diferentes simulações e aplicaram técnicas como o Café Mundial, Mercado de Informações, Espaço Aberto e o Aquário.

Acreditando no poder do aprendizado em grupo e na troca de saberes, a cada ano, a Matres e a Essência se unem para compartilhar suas experiências em moderação com profissionais iniciantes e interessados em conhecer a arte de facilitar. As instrutoras Andrea Zimmermann (Matres), Renata Navega (Matres) e Tatiana Espíndola (Essência) apostam em uma abordagem metodológica que ofereça de forma didática e acolhedora a experiência completa de um moderador: desde o planejamento do diálogo, a moderação em diferentes contextos e desafios, à relatoria do processo participativo. Muito mais que a técnica em si, o curso proporciona um círculo de cultura onde as experiências de cada instrutora  instigam o debate e a troca de ideias sobre o que acontece nos bastidores da facilitação.

A turma de 2018 se autodenominou Metamorfose, a partir da sintonia entre os valores, sonhos, buscas e anseios de seus integrantes. E de fato, não há quem não se transforme depois de um bom processo participativo, não é mesmo? Já parou para pensar no poder que um diálogo produtivo e prazeroso pode gerar nas pessoas, nas organizações, na sociedade?

Turma de Moderação 2018 – Tema: Metamorfose.

Após o curso, o desafio é colocar em prática os aprendizados e experimentar novos desafios! A Fernanda Maschietto, aprendiz do Curso de Moderação 2018 já vem conduzindo espaços novos de diálogo e compartilha seu olhar sobre os benefícios de investir em uma formação de moderação:

“O curso me trouxe várias ferramentas. O que eu sabia sobre facilitação de grupos era muito intuitivo e eu sentia falta de uma estrutura para embasar as escolhas de como usar cada ferramenta em diferentes contextos. Além de apresentar as técnicas de forma estruturada, o curso apresenta a experiência de moderadoras com mais de 10 anos de caminhada apontando o que tem dado certo e o que não dá certo, em diferentes contextos de diálogo desde comunidades tradicionais a ministérios da esplanada!”

Ficou interessado/a em conhecer mais sobre facilitação e como melhorar os ambientes de diálogo na sua organização, movimento social ou projeto? Programe-se para participar da próxima Turma de Moderação e aprenda a aplicar as principais técnicas para coleta estruturada de ideias, planejamentos e avaliações participativos e como promover a escuta ativa na comunicação com um grupo.

 

 

 

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