Em tempos de isolamento social estamos vivendo uma profunda mudança na forma de nos comunicarmos. Para dar continuidade a diversos processos participativos que estavam em andamento e também para iniciar novos processos de diálogo, a Matres vem construindo abordagens únicas para tornar o trabalho fluido, produtivo e agradável em um ambiente virtual.
Reunimos aqui 10 dicas de ouro para um bom trabalho colaborativo online:
Peça aos participantes para acessarem a plataforma online da oficina 10 minutos antes da hora de início, para testar o sistema de videoconferência e a interface com o computador. Lembre de verificar se o vídeo e o áudio estão funcionando corretamente.
Comece na hora marcada. Lembre-se de levar em consideração diferentes Time Zones, caso esteja facilitando diálogos com participantes em diferentes países.
Solicite aos participantes ou configure a sua plataforma de videoconferência mantendo o microfone de todos em modo silencioso, para evitar ruídos durante as sessões de trabalho.
Dê preferência a fones de ouvido com microfone integrado.
Para mais interação, peça para os participantes manterem a câmera do computador ligada.
Oriente os participantes a utilizarem recursos como o chat ou o aceno de mão para indicar quando desejarem falar.
Como facilitador(a), o uso de um monitor extra pode ser muito útil para facilitar o compartilhamento de telas e organização de materiais de suporte como templates e outros documentos online.
Peça aos participantes que comecem a falar seu comentário informando seu nome, principalmente quando houver uma audiência grande ou em casos em que nem todos os participantes se conheçam.
Quando começar a falar continue! Tente não perguntar ” vocês estão me ouvindo?” ou algo do género. Assuma que está tudo a funcionar bem. Uma das facilitadoras indicará se algo estiver errado.
Problemas técnicos de conexão podem acontecer e é importante manter a calma e ter paciência para resolver a situação. Tenha sempre um plano em B para substituições de atividades caso necessário.
A Matres Socioambiental atua com facilitação virtual a partir de uma combinação de diferentes ferramentas para gerar o melhor processo participativo em um ambiente online. Visite nosso portfólio para conhecer nossos projetos de facilitação virtual.
Se você tem interesse em saber mais sobre nossos serviços de moderação, entre em contato conosco!
A arte de facilitar sempre nos convidada a lidar com o novo, a criar soluções para grupos e contextos singulares. No trabalho de facilitação, não há um dia igual ao outro. Aqui na Matres novas demandas são sempre um convite à inovação, ao criar para encantar, para ofertarmos nosso melhor e gerarmos os resultados maisproveitosos e prazerosos. Isso! Nossa intenção é gerar sentimentos de entusiasmo, satisfação e alegria ao mesmo tempo em que a inteligência e a habilidade dos participantes são integrados para gerar excelentes resultados.
Foi nessa toada que Renata Navega e Andrea Zimmermann integraram as melhores práticas de planejamento às ferramentas de diálogos participativos para criar o Jogo Cooperativo Carta Náutica para o planejamento estratégico da CI Brasil. A inspiração inicial para a proposta foi a Constelação do Cruzeiro do Sul que representa as quatro estrelas guia da Conservação Internacional no mundo com suas metas para gerar efetividade a partir de sua atuação. O objetivo final do Jogo foi elaborar a carta náutica a ser percorrida pela organização até 2025. Os produtos do planejamento foram as entregas das equipes em cada etapa do jogo. Para gerar mais sinergia, foram montadas três equipes com dirigentes das áreas técnicas e administrativa da CI. Em cada equipe, havia um visionário, um caçador de riscos e um articulador de sinergias. O jogo contemplou momentos de planejamento nas equipes e momentos de “Cabine de Comando” quando os comandantes de cada barco encontravam o Comandante Geral da Frota CI Brasil para tomar decisões.
Tudo isso aconteceu em julho de 2019 em um cenário perfeito, em São Pedro da Aldeia no Rio de Janeiro onde a CI realiza o projeto Pesca Mais Sustentável com associações de pescadores da região.
Visão geral do tabuleiro do jogo.
Equipe da CI junto com Andrea Zimmermann e Renata Navega da Matres
Ficou interessado em promover um planejamento ou uma vivência singular e inesquecível para sua organização? Entre em contato conosco: matres@matres.com.br
Quer aprender a facilitar e desenvolver abordagens de trabalho inovadoras e eficientes para sua equipe ou como profissional de moderação? Participe do nosso Curso de Moderação e Metodologias Participativas!
Por: Andrea Zimmermann
É Diretora da Matres Socioambiental, Geógrafa e Mestre em Desenvolvimento Sustentável. Atua há 20 anos com facilitação de processos participativos, conservação da natureza, agroecologia e e educação ambiental. Tem experiência com organizações da sociedade civil, organismos internacionais e em nível governamental.
Para todos os brasileiros, a semana começou com um novo desafio: o de olhar para frente e desenhar novas pontes de diálogo em um país dividido. O resultado das eleições nesse último domingo, 28, gerou ao mesmo tempo frustração e euforia em todo o Brasil. Na cidade de Fortaleza – CE, porém, essa foi uma semana de superação das adversidades, avanço e integração nacional a favor do futuro da Educação brasileira.
O motivo para seguir em frente para muita gente foi a realização do III Seminário de Educação Conectada, programa coordenado pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação em parceria com a UNDIME – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, o CONSED – Conselho Nacional das Secretarias de Educação e apoio da Fundação Lemann.
O encontro reuniu mais de 90 participantes durante dois dias de diálogo para compartilhar as conquistas, resultados e boas práticas do Programa Educação Conectada.
O Programa de Inovação Educação Conectada tem o objetivo de apoiar a universalização do acesso à internet de alta velocidade, por via terrestre e satelital, e fomentar o uso de tecnologia digital na Educação Básica na rede de escolas públicas urbanas e rurais de todo o país.
Para isso, o Programa foi elaborado com quatro dimensões: visão, formação, recursos educacionais digitais e infraestrutura que se complementam e devem estar em equilíbrio, para que o uso de tecnologia digital tenham efeito positivo na educação. A diversidade da realidade brasileira é matéria prima para um programa inovador que pretende capacitar profissionais, oferecer conteúdo digital às escolas, investir em equipamentos físicos para a conexão e apoiar técnica e financeiramente escolas e redes de ensino de acordo com suas especificidades.
A Matres Socioambiental é a empresa que modera os diálogos do Programa Educação Conectada desde 2017, contribuindo com a criação de espaços de planejamento participativo em oficinas regionais e nacionais nas quais o programa vem se consolidando.
Facilitação Gráfica de Rodrigo Bueno
O último encontro do ano, com a moderação geral de Andrea Zimmermann, comoderação e relatoria de Talita dos Anjos e Facilitação Gráfica de Rodrigo Bueno, contou com uma programação repleta de interações e geração de conteúdos estratégicos.
Já no primeiro dia, o seminário mergulhou na retrospectiva e no monitoramento do programa:
Conquistas do Programa Educação Conectada em 2018: Apresentação das principais entregas do Programa Educação Conectada em 2018 e diálogos interativos sobre as conquistas de cada estado do país.
Mesa redonda MEC: Educação e Inovação: parcerias e possibilidades. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) MEC: espaço aberto para formação de professores e gestores; Módulo de Formação para professores em Pensamento Computacional; e Plataforma Digital para autoaprendizagem.
Projeto BNDES: Apresentação geral do projeto e troca de experiências nos estados onde o projeto já atua:
Monitoramento do Programa Educação Conectada: Apresentação da proposta para medir a qualidade da conexão no âmbito do Programa de Inovação Educação Conectada; Sistema de Monitoramento de conexão nas escolas – Medidor Educação Conectada.
Apresentação do Centro Nacional de Mídias da Educação: Balanço geral da implantação e critérios para novos acessos.
No segundo dia, o seminário focou na Construção Coletiva da Visão 2024.
“Me emocionou ver o compromisso dos participantes com a educação e a transformação social independente do resultado da eleição.” Relatou Andrea, sobre o engajamento dos participantes na construção de um futuro melhor para a educação do Brasil.
O encontro foi finalizado em clima de entusiasmo e cooperação em uma plenária objetiva de apresentação de resultados dos diálogos em grupos sobre as principais ações para alcance da visão de futuro. “O que deve ser feito para alcance da visão futuro nos territórios?” Essa questão orientadora reverberou em todos os envolvidos não apenas como uma forma de estruturar ações programáticas de uma política pública, mas como forma de alimentar uma motivação intrínseca em todos os brasileiros em tempos de crise política e transições de governo.
A facilitação de processos participativos é uma chave para a construção coletiva de um futuro desejado, gerando em cada momento de diálogo uma oportunidade de ampliar a escuta das diferenças a favor de um avanço comum integrado. Mais do que nunca, é tempo de avançar na construção de diálogos democráticos pela Educação no Brasil.
Já pensou em como um bom processo participativo pode influenciar a maneira como se faz política no nosso país? Como podemos melhorar nossa administração pública, tornando nossas reuniões, seminários e congressos mais eficientes no exercício do diálogo democrático? As escolhas de como planejar e realizar um encontro participativo, seja ele local, regional ou nacional podem definir não apenas a qualidade dos produtos alcançados, como também os efeitos intangíveis em todos os atores envolvidos sobre o exercício da democracia.
Ficou interessado(a) em saber mais sobre moderação de processos participativos? Visite nosso portfolio e conheça algumas experiências que podem inspirar os seus próximos diálogos.
Renata Navega
É diretora da Matres Socioambiental, moderadora e consultora em projetos socioambientais. Acredita no poder dos processos participativos como forma de transformação social em todas as esferas e temáticas da sociedade.
Promover diálogos participativos em tempos de crise política é um exercício fundamental, contínuo e pode ser também uma forma de atuação profissional.
A escolha de se aprofundar no tema “Participação” pode parecer abstrata para muitas pessoas, mas nos dias de hoje não há uma organização, seja ela pública ou privada, que não se depare com os desafios da participação, seja pela dificuldade de promover espaços favoráveis à escuta ativa, seja pela importância da contribuição efetiva dos atores envolvidos para tomar decisões técnicas ou realizar atividades de gestão.
Entre profissionais liberais, pesquisadores, gestores públicos, consultores internacionais e agentes comunitários, existe um leque enorme de perfis de pessoas interessadas em facilitar cada vez melhor os processos participativos de suas organizações e movimentos sociais. O diálogo participativo cada vez mais é a ferramenta de articulação capaz de promover avanços significativos nas empresas, nas OnG, nos Organismos Internacionais, nos departamentos e secretarias públicas. Mas é também a chave para cultivar relações mais justas e harmoniosas com familiares, vizinhos e amigos. Ou seja, o aprendizado da facilitação de processos participativos nunca se restringe ao ambiente profissional, ele transborda para o cotidiano, para todas as relações humanas e contribui para uma Visão de Mundo mais solidária, capaz de mobilizar de forma mais eficiente os recursos necessários para as mudanças desejadas coletivamente.
O Curso de Moderação: Metodologias Participativas 2018 reuniu profissionais de diferentes setores da sociedade, da economia e das regiões brasileiras para uma experiência de aprendizagem vivencial em facilitação. Durante 5 dias de imersão, em Brasília, os participantes tiveram a oportunidade de descobrir suas crenças e desafios pessoais sobre facilitar diálogos em grupos, conhecer os os fundamentos filosóficos da arte de facilitar e as principais técnicas de moderação. Por meio de exercícios vivenciais, praticaram a facilitação em diferentes simulações e aplicaram técnicas como o Café Mundial, Mercado de Informações, Espaço Aberto e o Aquário.
Acreditando no poder do aprendizado em grupo e na troca de saberes, a cada ano, a Matres e a Essência se unem para compartilhar suas experiências em moderação com profissionais iniciantes e interessados em conhecer a arte de facilitar. As instrutoras Andrea Zimmermann (Matres), Renata Navega (Matres) e Tatiana Espíndola (Essência) apostam em uma abordagem metodológica que ofereça de forma didática e acolhedora a experiência completa de um moderador: desde o planejamento do diálogo, a moderação em diferentes contextos e desafios, à relatoria do processo participativo. Muito mais que a técnica em si, o curso proporciona um círculo de cultura onde as experiências de cada instrutora instigam o debate e a troca de ideias sobre o que acontece nos bastidores da facilitação.
A turma de 2018 se autodenominou Metamorfose, a partir da sintonia entre os valores, sonhos, buscas e anseios de seus integrantes. E de fato, não há quem não se transforme depois de um bom processo participativo, não é mesmo? Já parou para pensar no poder que um diálogo produtivo e prazeroso pode gerar nas pessoas, nas organizações, na sociedade?
Turma de Moderação 2018 – Tema: Metamorfose.
Após o curso, o desafio é colocar em prática os aprendizados e experimentar novos desafios! A Fernanda Maschietto, aprendiz do Curso de Moderação 2018 já vem conduzindo espaços novos de diálogo e compartilha seu olhar sobre os benefícios de investir em uma formação de moderação:
“O curso me trouxe várias ferramentas. O que eu sabia sobre facilitação de grupos era muito intuitivo e eu sentia falta de uma estrutura para embasar as escolhas de como usar cada ferramenta em diferentes contextos. Além de apresentar as técnicas de forma estruturada, o curso apresenta a experiência de moderadoras com mais de 10 anos de caminhada apontando o que tem dado certo e o que não dá certo, em diferentes contextos de diálogo desde comunidades tradicionais a ministérios da esplanada!”
Ficou interessado/a em conhecer mais sobre facilitação e como melhorar os ambientes de diálogo na sua organização, movimento social ou projeto? Programe-se para participar da próxima Turma de Moderação e aprenda a aplicar as principais técnicas para coleta estruturada de ideias, planejamentos e avaliações participativos e como promover a escuta ativa na comunicação com um grupo.